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terça-feira, 6 de junho de 2006

AJP Serzedello Júnior - Séc. XIX - A terceira geração em Lisboa (os "júniores")

A terceira geração, os Júniores:
o António José Pereira Serzedello Júnior (filho de António José Pereira Serzedello), casado com Thereza Maria Barboza Serzedello, sua prima (filha da tia materna Marianna Cândida da Conceição Pereira Zerzedello). Seguiu, tanto na vida empresarial como política e administrativa os passos do pai e do tio José António. Além de intensa e profícua actividade quer na gestão comercial, quer na actividade bancária (Banco de Portugal), teve uma operosa obra associativa, política e administrativa. 
     Embora seja sempre referido como industrial, tal como o pai e o tio, foi Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, integrou A Comissão das Alfândegas constituída pelo Ministro da Fazenda e ainda uma outra para regulação da actividade bancária nomeada por pelo Ministro Andrade Corvo, além de ter estado envolvido em quase uma dezena de associações, sociedades e comissões, além da sua participação em muitos eventos e acções políticas, politicossociais e económicas:

a) era sócio (ou accionista) da Serzedello & Cia, da Fábrica de Fiação e Tecidos Lisbonnense [1] e outras sociedades)
b) ainda jovem, pertenceu à direcção da Academia Apollinea Lisbonense;

c) em 1861 foi um dos fundadores da Associação 1º de Dezembro de 1640 e membro da 1ª Comissão Central do 1º de Dezembro de 1640 ("autora" do feriado português do 1º de Dezembro que ainda se pratica);

d) e no desenvolvimento desta, em 1868 foi co-fundador da Sociedade Histórica da Independência de Portugal (www.ship.pt); 

e) sendo esta direcção que decidiu “erigir um obelisco de homenagem aos Restauradores” e que hoje conhecermos como "Estátua dos Restauradores" (são conhecidos os problemas com o arquitecto do projecto, os atrasos, etc. e quando a estátua estava pronta e foi inaugurada (em 1886, foto ao lado) tinham já falecido vários dos membros desta direcção, incluindo o próprio AJP Serzedello Junior);

f) foi director da sociedade dos operários,

g) e em 1872, aquando da visita a Portugal dos Imperadores do Brasil, era membro da Direcção da Associação Comercial de Lisboa;

h) em 1866 Andrade Corvo convidou-o para integrar uma comissão que estudasse uma revisão da regulação Bancária,
i)        e como consequência desse trabalho viria a publicar um livro os Bancos e os princípios que regem a emissão e circulação das notas;

j)        em 1867/8 foi-lhe pedido pelo Ministro de então que integrasse uma comissão de auditoria às contas das Alfândegas,
k)      e por ser trabalho gracioso, foi-lhe atribuída a Comenda da Ordem Militar de Nossa Senhora de Vila Viçosa Padroeira de Portugal (os Serzedello comendadores são dois, este e um primo e cunhado estabelecido no RJ - pelo menos - desde 1860, Bento José Barbosa Serzedello):

Decreto de 20 de Setembro de 1867 (D.G. nº 63, de 18 de Março de 1868) - pag. 529

Comendador da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa:


António José Pereira Serzedello Júnior - em atenção aos seus merecimentos e mais circunstâncias, e como testemunho de apreço pelos serviços que tem prestado, não só no exercício das funções de Vogal da Comissão nomeada por Decreto de 11 de Janeiro de 1867 para proceder a um inquérito na Alfândega Grande de Lisboa, mas também no desempenho de outras comissões de interesse público.

l)        em 1867 foi admitido como membro da Real Academia das Ciências e sócio-correspondente para a área de Bancos e Finanças;

m)    em 1874, na sequência do fracasso da cimeira de Londres, foi co-fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa (www.sgl.pt);

n)   foi ainda Vereador da CML e co-relator dos orçamentos da CML nos exercícios económicos (1877 – 1878);

o) Foi Director do Banco de Portugal (de 1873 a 1878).


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1.              
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António José Pereira Serzedello Júnior. António Santelmo Loureiro. Luiz Augusto Palmeirim. José Joaquim Vieira Mendes. Albino António de Andrade e Almeida ...
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2.                             ESTATUTOS DA COMMISSÃO 1º. DE DEZEMBRO DE 1640
Antonio José Pereira Serzedello Junior. José Maria Camillo de Mendonça. Antonio Pereira Ferraz Junior. João Alves de Almeida Araujo. Julio Cesar da Silva.www.ship.pt/pdf/estatutos_1869%20doc.pdf
3.                              [PDF]
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Antonio José Pereira Serzedello Junior. José Maria Camillo de Mendonça. Antonio Pereira Ferraz Junior. João Alves de Almeida Araujo. Julio Cesar da Silva. ...
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Antonio José Marquesa Leal – Antonio José Pereira Serzedello Junior – Antonio de Mello Breyner –. Antonio Pereira da Cunha – Antonio Ribeiro Gonçalves ...
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5.                             Antonio José Pereira Serzedello Junior - Rede Municipal de ...
Antonio José Pereira Serzedello Junior. IN: Occidente . - Lisboa . - A. 6, v. 6, n. 158 (Maio 1883), p. 110. Adic. à lista. Ver formato UNIMARC, Exportar ...catalogolx.cm-lisboa.pt/ipac20/ipac.jsp?... - Em cache
6.                             Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa
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7.                             Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa
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9.                             Full text of "SESSAO PUBLICA DA ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS DE LISBOA"
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1.                             6 - Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa
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2.                             Gomes, Henrique de Barros, 1843-1898 - Rede Municipal de ...
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3.                             Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa
Antonio José Pereira Serzedello Junior. 4. António José Saraiva e Óscar Lopes - correspondência, Saraiva, António José, 1917-1993, 2004 ...catalogolx.cm-lisboa.pt/.../ipac.jsp?... - Em cache
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Antonio José Pereira Serzedello Junior, 1.º Secretario. (DG n.º 4, 03.01.1848). Lisboa, 06.01.1848 – Annuncios. Baile de Beneficencia na Assembléa ...
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Torres, Carlos Ferreira dos Santos Silva e António José Pereira Serzedelo Júnior, com o objecto de elaborarem uma proposta legislativa que regulasse a ...
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Serzedello, Junior 1867, Antonio Maria Pereira, Halbleder Zustand: leichte Gebrauchsspuren, 120,00 € Verkäufer akzeptiert PayPal-Zahlung ...www.jokers-buecherboerse.de/.../result.php?... - Em cache
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Grémio Literário Português (RJ)

1856
Sociedade Dezasseis de Dezembro; Grémio Literário Português - Fusão
Bento José Barbosa Serzedello
Fusão e estatutos

Inauguração do Monumento a Luis de Camões - SHIP

9 de Out de 1967
Inauguração do Monumento a Luís de Camões

SHIP/Antº José Pereira Serzedello Júnior


A 1ª comissão Central para as Comemorações do 1º de Dezembro de 1640 formou-se em 1861 e em 1868 levaria à Criação da SHIP (Sociedade Histórica da Independência de Portugal). Dos vários monumentos que os homens reunidos em torno deste propósito e daqueles dois órgãos mandaram erigir, destacam-se o monumento a Luís de Camões e o monumento aos Restauradores. António José Pereira Serzedello Junior foi co-fundador quer da 1ª Comissão Central, quer da SHIP e integrou ambas até à sua morte, em 1883. Esteve presente na cerimónia de inauguração da Estátua a Luis de Camões mas faleceu antes da inauguração do monumento aos Restauradores.

ver:



A Notícia na íntegra (e sem correcções):

"Suas Magestades e Altezas passam sem novidade em sua importante saúde.
M I N F S T E R I O  DO S  N E G O C I O S  D O  R E I N O
DIRECÇÃO GERAL DE ADMINISTRAÇÃO POLITICA
1! " R e p a r t i ç ã o
Allocução dirigida a Sua Magestade El-Rei pelo vice-presidente da commissão central dos subscriptores para o monumento erigido a Luiz de Camões, na solemaidade da sua inauguraçao.
Senhor, — A commissão central cios subscriptores para o monumento consagrado a Luiz de Camões tem a ventura de se congratular com Vossa Magestade pela chegada d'este dia suspirado ha séculos.
Para solver esta divida nacional, contribuíram não só portuguezes espalhados por todo o orbe e os poderes públicos d'este reino, mas os estrangeiros admiradores do grande poeta, e principalmente o povo brazileiro e seu illustrado Imperador, para os quaes também esta divida era de familia.
Desvelando-se por desempenhar com efficacia o encargo que lhe foi conferido pelos beneméritos subscriptores, a commissão central compraz-se de haver conseguido que só mãos portuguezas concorressem para o lavor do monumen-.. to erigido na capital do reino ao immortal cantor das gloriosas navegações e descobrimentos que tanto nos affamaj ram. Symbolo da nação, VOSSA Magestade não podia falta; esta festa parental; acudiu a eila espontaneamente; e tendo
por suas reaes mãos assentado a pedra fundamental d'este monumento, agora com seu augusto pae vae descerrar o colosso. Dois soberanos coroam um soberano. E o representante das modernas conquistas honrando o cantor das conquistas passadas. 

RESPOSTA DE SUA MAGESTADE
Honrámos hoje a memoria de Luiz de Camões. N'aquelle monumento ficará lembrado o reconhecimento da patria!
Ao inspirado cantor do maior commettimento que extremou a antiga da nova sociedade — a abertura do Oceano e a descoberta do novo mundo — era devido este tributo prestado pela nação a quem a principal gloria d'aquelles factos pertence. Venho eu presta-lo em seu nome com emoção e com orgulho. E grandioso, depois de decorridos quasi tres séculos, ver n'este momento um povo dominado todo polo império de dois grandes sentimentos para com a memoria de um homem — a admiração e o enthusiasmo! Se governo3 de sabedoria, aproveitando as condições do geu tempo, souberam preparar para Portugal dias de immortal gloria; Luiz de Camões, cantando essas glorias, conquistou para as letras patrias reputação igual aos feitos que celebrou.
Para louvar Luiz de Camões basta escutar a faraa; é a voz dos séculos quem inspira o seu elogio. Esse monumento consagraram-lh'o já os nossos maiores, porque nunca a consciência do povo esquece o nome dos seus homens illustres. Se a patria por um momento pareceu olvida-lo, pranteava ella então desolada as desgraças que a opprimiam. O nome do grande poeta, inscripto no elevado pedestal da fama ao lado dos primeiros poetas do mundo, descansa seguro de que nunca será esquecido. A opinião creou-lhe um d'esses nomes soberanos, cujo império não perece, como perecem os impérios que só a força sustenta. O tumulo consente bem hoje o elogio. Correndo o véu que encobre as glorias dos que já não vivem, não se offende a modéstia da immortalidade.
Os grandes espíritos são a sós suficientes a si mesmos. E por isso que, levantando no bronze um monumento a Luiz de Camões, não elevámos mais o seu nome, vinculâmos-lhe sim o reconhecimento e a admiração da patria.

AUTO DA INAUGURAÇAO DO MONUMENTO CONSAGRADO A LUIZ DE CAMÕES
Aos 9 dias do mez de outubro do anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de 1867, n'esta cidade de Lisboa, e praça de Luiz de Camões, a qual se achava devidamente adornada e embandeirada, e o monumento todo velado, se procedeu á ceremonia da inauguração do monumento erigido por subscripção a Luiz de Camões com as solemnidades prescriptas no programma approvado pelo real decreto de 2 de outubro corrente, na fórma seguinte:
Depois das quatro horas da tarde, tendo chegado Sua Magestade El-Rei o Senhor D. Luiz I e Sua Augusta Esposa a Rainha Senhora D. Maria Pia, Sua Magestade El-Rei o Senhor D. Fernando e Sua Alteza o Serenissimo Senhor Infante D. Augusto se dirigiram á tribuna do lado do norte, que se havia armado para a familia real, recebendo a continência das tropas formadas em parada, e tocando todas as bandas de musica reunidas na praça a marcha dedicada a Camões por Arthur Frederico Reinhardt.
Encaminhou-se depois o cortejo para junto do monumento, indo na frente os porteiros da real camara com as massas de prata, e logo 03 reis de armas, arautos e passavantes com as suas cotas. Seguiam-Fe as corporações, tribunaes, auetoridades e mais pessoas convidadas, guardando entre si a ordem da precedencia: a camara municipal de Lisboa, a academia real das sciencias, o conselho geral de instrucção publica, a universidade de Coimbra e mais corporações scientitícas, litterarias e artísticas, a commissão central dos subscriptores do monumento, os titulares e
mais pessoas que formam a corte, indo os grandes do reino na ala direita e os outros personagens na ala esquerda, os membros do corpo legislativo, o conselho d'estado, o ministério, e por ultimo Suas Magestades o Alteza, seguidos dos gentis homens da rea' camara e ajudantes de campo,
e das damos de Sua Magestade a Rainha. Ahi o vice-presidente da commissão central, o ccmmendador
Francisco de Paula Sanflago, na ausência do presidente o ex.m0 duque de Saldanha, leu a seguinte allocução:
«Senhor. —A commissão central dos subscriptores para o monumento consagrado a Luiz de Camões tem a ventura de se congratular com Vossa Magestade pela chegada cVeste dia suspirado ha séculos. «Para solver esta divida nacional, centribuiram não só portuguezes espalhados por todo o orbe e os poderes públicos d'este reino, mas os estrangeiros admiradores do grande poeta, e principalmente o povo brazileiro e seu illustrado Imperador, para os quaes também esta divida era de familia.
«Desvelando-se por desempenhar com efficacia o encargo que lhe foi conferido pelos benemeritos subacriptores, a commissão central compraz-se de haver conseguido que eó mãos portuguezas concorressem para o lavor do monumento erigido na capital do reino ao immortal cantor das gloriosas navegações o descobrimentos que tanto nos & Afamaram.
«Symbolo da nação, Vossa Magestade não podia faltar a esta festa parental; acudiu a ella espontaneamente ; e tendo por suas reaes mãos assentado a pedra fundamental d'este monumento, agora com seu angu:,to pae vae descobrir o colosso. Dois soberanos coroam um soberano. E o representante das modernas conquistas honrando o cantor das conquistas passadas.»
 
Sua Magestade El-Rei o Senhor D. Luiz I dignou-r.e proferir o seguinte discurso:
«Honramos hoje a memoria de Luiz de Camões. N'aquelie monumento ficará lembrado o reconhecimento da patria !
«Ao inspirado cantor do maior commettimento que extremou a antiga da nova sociedade — a abertura do Oceano e a descoberta do novo mundo — era devido este tributo prestado pela nação a quem a principal gloria d'aquslles factos pertence.
«Venho eu presta-lo em seu nome, com emoção e com orgulho. 
«È grandioso, depois de decorridos quasi tres séculos, ver n'e3te momento um povo dominado todo pelo império de dois grandes sentimentos para com a memoria de am homem— a admiração e o enthusiasmo! «Se governos de sabedoria, aproveitando as condições do seu tempo, souberam preparar para Portugal dias de immortal gloria; Luiz de Camões, cantando essas glorias, conquistou para as letras patrias reputação igual aos feitos que celebrou.
«Para louvar Luiz de Camões basta escutar a fama ; é a voz dos séculos quem inspira o seu elogio. Esse monumento consagraram-lh'o já os nossos maiores, porque nunca a consciência do povo esquece o nome dos seus homens illustres. «Se a patria por um momento pareceu olvida-lo, pranteava
ella então desolada as desgraças que a opprimiam !
«O nome do grande poeta, inscripto no elevada pedestal da fama ao lado dos primeiros poetas do mundo, descansa seguro de que nunca será esquecido. A opinião creou-lhe um desses nomes soberanos, cujo império não perece como perecera os impérios que só a força sustenta.
«O tumulo consente bem hoje o elogio. Correndo o véu que encobre as glorias dos que já não vivem, não se offende a modéstia da immortalidade.
, «Os grandes espíritos são a sós suficientes a si mesmos. E por isso que, levantando no bronze um monumento a Luiz de Camões, não elevámos mais o seu nome, vinculâmas-lhe sim o reconhecimento e a admiração da patria.»

Em seguida o vice-presidente da commissão central pediu vénia a Suas Magestades para lhes apresentar o esculptor Antonio Victor Figueiredo de Basto, auctor do monumento, ao qual Sua Magestade El-Rei o Senhor D, Luiz I houve por bem conferir o grau de oficial da muito antiga o nobilíssima ordem de S. Thiago do mérito «cientifico, litterario e artístico. Depois o mesmo vice-presidente da commissão, tomando os cordões da cortina que velava a estatua, entregou um d'elles ao presidente do conselho de ministros, o conselheiro d'estado Joaquim Antonio de Aguiar, e o outro ao presidente da camara municipal dó Lisboa, os quaes offereceram o primeiro ?. Sua Magestade El-Rei o Senhor D. Luiz I, e o segundo a Sua Magestade Eí-Rei" o Senhor D. Fernando.' 'Logo que a estatua se paten teou-, ?,presentarani as aiiiiSs, to :„iid& as bandas de musica reunidas na praça a marcha dedicada a Camões peto professor Guilherme Cossoul. Uma girandola de foguetes, correspondida por uma salva real do Castello de S. Jorge e das maÍ3 fortalezas, bem como dos navios de guerra naeionaes surtos no Tejo, annunciou que se achava inaugurada na capital do reino a estatua de Luiz de Camões.Voltando Suas Magestades e o seu séquito á tribuna real, na mesma ordem de precedencias, o vice-presidente da commissão central offereceu a Suas Magestades um exemplar da medalha commemorativa d'esta solemnidade. Por ultimo Por ultimo foi lido este auto para ser assignado como se determina no programma oficial. E eu, Joaquim Pedro de Sousa, secretario da commissão central dos subscriptores, o lavrei e subscrevi, tirando d'elle um traslado para o archivo nacional da Torre do Tombo, e outro para o archivo dos paços do concelho.—Joaquim Ped.ro de Sousa. De laro que Sua Magestade a Rainha não pôde concorrer a este acto, ficando por esta declaração alterados o segundo e terceiro períodos d'este auto.

Assinaturas
 = Joaquim Pedro de Sousa.
EL-REI D. LUIZ = REI D, FERNANDO = DUQUE DE COIMBRA = Joaquim Antonio de Aguiar = João Baptista da Silva Ferrão de Carvalho Mártenâ = Augusto Cesar Barjona de Freitas = Antonio Maria da Fontes Pereira de Mello = Visconde da Praia Grande = José Maria do Casal Ribeiro = João de Andrade Corvo = Conde de Thomar = Conde d 'Avila = Duque de Loulé = Marquez de Sá da Bandeira, conselheiro d'estado e gererail cominandante da escola do exercito = Duque de Loulé, vice-presidente suppleinentar da camara dos dignos pares = Como presidente da camara dos deputados, Antonio Rodrigues Sampaio = O vice-presidente da commissão central dos subscriptores, Francisco de Paula Sant'lago = 0 secretario, Joaquim Pedro de Sousa =Vicesecretario, Luiz Tiburcio Ferreira = Carlos Krus = Antonio José Pereira Serzedello Júnior, vogal da commissão central = Antonio da Silva Tullio, vogal da commissão central, Visconde de Menezes = José da Silva Mendes Leal, vogal da commissão central = Abbade de Castro, vogal da commissão = Marquez de Sousa Holstein, vogal da commissão = José Pedro Collares Júnior = Visconde de Condeixa= Visconde de Valmor = José Silvestre Ribeiro — Roque = Joaquim Fernandes Thomás=João de Matos Pinto = Francisco Pinto Bessa, presidente da camara municipal
do Porto = Manuel dos Santos Pereira Jardim, presidente da camara de Coimbra = José Joaquim Alves Chaves = José Carlos Nunes = Joaquim José Rodrigues da Camara = Luiz Caetano da Guerra Santos = Nuno Joeé Severo Ribeiro de Carvalho = O vereador da camara do Porto, Alexandre Soares Pinto de Andrade = O vereador da camara do Porto, Antonio Cardoso dos Santos = O vereador da camara do Porto, Antonio Caetano Rodrigues = Antonio Lopes Barbosa de Albuquerque, como representante da camara municipal de Faro = Dr. Raymundo Venâncio Rodrigues, lente da faculdade de mathematica da universidade de Coimbra = D r . José Adolpho Troni, lente de direito = Dr. João José de Mendonça Cortez, lente de direito = Dr. Joaquim José Maria de Oliveira Valle, oppositor em direito = Conde d'Avila, vice-presidente dai academia real das sciencias = José Tavares de Macedo = Joaquim Pedro Celestino Soares = Sebastião Lopes de Calheiros e Menezes, director da escola polytecbnica = Conde de Ficalho = Fernando de Magalhães Villas Boas, secretario da escola polytechnica = José Eduardo de Magalhães Coutinho, pelo director da escola medico-cirurgica = Dr. Abel Jordão, lente secretario da escola medico-cirurgica de Lisboa = José Antonio de Arantes Pedroso, lente da escola medico-cirurgica = Dr. Pedro Francisco da Costa Alvarenga, lente da escola medicocirurgica de Lisboa = Luiz Augusto Rebello da Silva, pelo curso superior de letras = Jayme Constantino de Freitas Moniz, peio curso superior de letras = Antonio Maria Barbosa, socio da academia das sciencias, e lente da escola medicocirurgica de Lioboa=João Ignacio Ferreira Lapa, socio effectivo ria academia, lente do instituto geral de agricultura = João Christino da Silva, professor da academia real das bellas artes de Lisboa = Luiz Assencio Tomasini, académico de mérito da mesma academia = Conde dc Thomar (Antonio), vice-presidente da academia promotora das beilas artes = J o s é Ferreira Chaves, viee-secretario da mesma sociedade = Carlos Vizeu da Costa, fidalgo cavalleiro e moço fidalgo com exercício = Luiz Filippe Leite, director da escola normal de Lisboa = O presidente da associação dos ourives da prata, Antonio Maria Tavares = O vogal da acima dita, Caetano Felix de Figueiredo = D. Luiz da Camara Leme, socio correspondente da academia das sciencias = Francisco Vieira da Silva, presidente do centro promotor dos melhoramentos das classes laboriosas = Antonio José Freixão Coelho, presidente da associação dos empregados do commercio c industria, e pelo asylo de S. João = Antonio da Silva Bello,vice-presidente da associação dos empregados no commercio industria, servindo de presidente e representando a mesma associação = José Thomás Salgado, presidente dos alumnos Minerva = Joaquim Luiz Ferreira, secretario da associação dos empregados no commercio e industria = José 1.° vice-secretario da associação dos empregados no commercio e industria = Antonio Maria Antunes, presidente associação dos latoeiros de folha branca = Mathias José Coelho, secretario dos latoeiros de folha branca = Antonio Ignacio de Jesus e Silva, presidente honorário da associação fraternal dos barbeiros, amoladores e cabelleireiros = Antonio José Guilherme Parreiras, presidente da assembléa geral da mesma associação = José Antonio Godinho, actor do theatro da rua dos Condes = Manuel Maria Soaras, idem = Francisco Antonio Lopes de Abreu, peio monte pio dos actores = Pedro Wenceslau de Brito Aranha, pelo Archivo Pittoresco = Domingos Pedro de Alcantara, de Meira Barbosa = João Francisco Júnior presidente da mesa da associação de trabalho para os fabricantes de seda = Antonio Thomás de Sousa, presidente da associação dos marceneiros lisbonense» = Francisco Antonio de Almeida =-José Joaquim Rato, vice-presidente da associação das classes laboriosas.


domingo, 4 de junho de 2006

AJP Serzedello Júnior / ACL - Curso de Economia Política

(1864)

Associação Comercial de Lisboa (Direcção)

Serzedello Júnior / Assoc. Promotora da Indústria Fabril

Serzedello Júnior / Assoc. Promotora da Indústria Fabril



Criação de Curso Gratuito de 

Economia Política






Notícia da Gazeta das Fábricas, 1964 - pag. 127:


Em consequência quer da sua experiência profissional, quer dos seus estudos, quer das inúmeras conferências sobre criação e distribuição da riqueza que promoveu quer na APESL, da ACL, e ainda da sua colaboração em matéria económica no jornal "A Revolução de Setembro", AJP Serzedello Júnior viria a interessar-se pela Economia Política a ponto de ter praticamente pronto a publicar um livro sobre a matéria (AJP Serzedello Júnior faleceu em 23 de Abril de 1883 com apenas 56 anos):
 

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Os "Barbosa Serzedello" no Brasil do séc. XIX II

Bento José Barbosa Serzedello (Comendador)

Primo em 1º grau dos júniores José António e António José, nasceu em Caires, Amares, Portugal (filho de Marianna Cândida Pereira Serzedello e Manuel José Barbosa) em 1832 e em 1966 consta de um assento como “comerciante” no Brasil;
Telegraficamente,
- nasceu em Caires (hoje freguesia do Concelho de Amares) em 16 Out de 1832,
- é filho de Marianna Cândida da Conceição Pereira Serzedello e de Manuel José Barbosa;
- é neto materno de Maria Josefa Pereira Serzedello e de Manuel António Gonçalves
- e paterno de Manuel José Barboza e Thereza Maria Soares.

1832 - 17 de Outº: - Foi baptizado em Caires pelo P.e Bento José Barbosa (seu tio) e teve como padrinhos o avô paterno (Manuel José Barbosa) e a irmã mais velha (Thereza Maria Barboza Serzedello, a mesma que viria a casar com o seu primo AJP Serzedello Júnior);

~1949: - Foi para o Brasil, onde já tinha familiares da parte materna e paterna;
~1860: - estabeleceu-se como empresário (comércio-distribuição) na Rua do Ouvidor, nº 39 - R.J.;
1867, Novº 22 - Foi Padrinho, junto com sua irmã Francisca Cândida, de sua sobrinha Cândida Elvira, nascida e baptizada em Amares
1867: Foi admitido como "Irmão" na Venerável Ordem Terceira da Virgem do do Monte do Carmo - RJ em 1867;

1867 - Membro dos Corpos SOciais da Sociedade de Socorros Mútuos D. Pedro V;

1869: Foi eleito "Irmão Definidor" da VOTVMC-RJ para os biénios de 1869-1870 e 1871-1872;
1869: Foi eleito "Irmão Secretário" da VOTVMC-RJ para os biénios de 1871-1872 e 1872-1873;

1868, Setº: Foi co-Fundador do Lyceo Litherário Português;

1871-73 - Eleito membro do "Conselho de Inspecção das Aulas" do Lyceo Litherário Portugues;

1869, Abr-13: feito Comendador da Ordem Militar de Nª Sra de Vila Viçosa, Padroeira de Portugal;

1872 - Publicou na Editora Perseverança de RJ o trabalho de recolha e compilação "Archivo Histórico da VOTVMC desde a sua fundação";
Decreto de 13 de Abril de 1869 (D.G. nº 133, de 16 de Junho de 1869) - pag. 739

"Comendador da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa:


Bento José Barboza Serzedello
, Negociante na Praça do Rio de Janeiro - em atenção aos seus merecimentos e circunstâncias, e às valiosas provas que tem dado da sua exemplar caridade e dos benefícios sentimentos que o animam em auxílio dos desvalidos."

1872 - idem, "Archivo Pictórico da VOTVMC desde a sua fundação";
1880 - idem, "ordens religiosas"...

Links

1 out. 2010 ... Fecha a relação das obras, diz o comendador Serzedelo, a colocação de grades de madeira nos arcos da frente, melhoramento que teve por fim ...
rememorarte.blog.br/?p=2525 - Em cache

Mais fácil,
links para links:



quarta-feira, 31 de maio de 2006

Antº José - AJP Serzedello Júnior; Funeral, notícias fúnebres

(1883)
António José Pereira Serzedello Júnior, Fº a 23 de Abril de 1883 (56 anos)
relatos fúnebres e biográficos

Folha Nova de 20 de Maio de 1883, pagªs 2 e 3, 
   "Homenagem ao Mérito"
OCCIDENTE nº 158 de 12 de Maio de 1883 pagª 110 e 112, 
   "António José Pereira Serzedello Júnior"


FOLHA NOVA:
 "Homenagem ao Mérito

SERZEDELLO JUNIOR
Concorreram no funeral de Antínio José Pereira Serzedello Júnior grande número de seus amigos íntimos, políticos, colegas e admiradores das suas qualidades e do seu talento e muitos parentes, entre os quais algumas damos. Estavam ali representadas todas as classes, e especialmente a classe comercial. Entre as deputuções, que entravam
ni prestito, contavam-se o Conselho Geral das Alfândegas e as de todas as associações a que o finado pertencera: Comercial, Empregados do Comércio e Industria, Empregados
no commercio do Lisboa, Promotora dos melhoramentos das Classes Laboriosas, Promotora dn Industria Fabril, Primeiro de Dezembro, da Associação dos Jornalistas, do Mealheiro para as viúvas e órfãos, etc. A Associação dos Empregados do Comércio e Industria levava o seu pendão. No cemitério estavam em filas os alunos do Asylo Municipal e a respectiva bandeira.

Da porta do cemitétio para a capella pegaram nas argolas do caixão os membros da Direcção da Associação dos Empregados no Comércio e Indústria, e tomaram as borlas as damas da família Serzedello que tinham querido incorporar-se no préstito, e eram as Senhoras Dª Emília Serzedello Mendonça, Dª Carolina Serzedelo Lima, Dª Amélia Serzedello Freire, Dª Júlia Rosa Serzedello, Dª Maria Carolina Serzedello, Dª Elvira da Conceição Serzedello, Dª Laura Pereira Serzedello, Dª Adelina Carlota Serzedello, Dª Maria Ribeiro da Silva Serzedello,  Dª Amélia Freire Serzedello, Dª Emília Cecília Serzedello Mendonça e Dª CVarlota Maria Ribeiro da Silva Serzedello.

Da capella para o jazigo pegaram as argolas os parentes mais próximos do finado e as borlas os Srs. Visconde de Ribeiro da Silva, Castanhira das Neves, conselheiros Antonto
Augusto de Aguiar, Ferreira de Mesquita e Carlos Ferreira dos Santos Silva, Dr. Gabriel de Freitas A. J. Freixão Coelho, Eduardo Coelho.

Antes de entrar o féretro no jazigo falaram os Srs. Rosa Araujo, Silva Lisboa, ppresidente da Associação dos Empregados no Comercio de Lisboa; Francisco Ferreira da Costa (Guinarães, presidente da dírecçfto da Associação dos Empregados no Commercio e Industria; Alfredo P. Pinto, presidente do conselho fiscal da mesma Associação; Antônio Joaquim Leite, Ribeiro, Freixão Coelho, como vogais da Commissao Primeiro de Dezembro; O Conselheiro Carlos Santos, como presidente da Associação Commercial.
Todos os oradores se referiram às qualidades do falecido, e aos serviços que ele prestou em diversas situações, já em desempenho de comissões oficiais, já no commércio, já nas associações populares, ou como professor e orador, ou como simples sócio e membro dedicado nos corpos gerentes das ditas associações.
Sobre o féretro iam cinco coroas: da viúva do finado Serzedello Júnior, da sobrinha menor e das cunhadas que viviam em casa d’elle; da associação dos empregados no comércio e indústria; e do seu primo, amigo e sócio, Sr Augusto Serzedello, que dirigia o sahimento e recebeu a chave do caixão.

O discurso do Sr. Rosa Araújo é o seguinte: -  Meus senhores.— A Associação dos Empregados no Comércio e Indústria cumpre hoje o dolorosíssimo dever do saudar na sua derradeira passagem um dos seus mais beneméritos sócios.
O Sr.. Antônio José Pereira Serzedello Júnior, presidente desde os primeiros dias da existência da Associação, quasi sem interrupção até ao momento em que a morte nol-o veio roubar, deu á associação, que tanto se orgulhou delle, o prestígio do seu nome e a autoridade do seu saber.

Presidente no longo período de 27 annos, nós o vimos sempre zeloso no cumprimento dos seus deveres,
Escrupuloso em procurar o meio de satisfazer a todos, e quando não o podeia fazer, seguindo o caminho do que se lhe afigurava mais justo e mais em harmonia com os interesses da Associação.
Não se limitou, porém, o Sr.Serzedello em cumprir rigorosamente as obrigações do seu cargo.Para mais era sua aptidão. Nos fastos da nossa associação há paginas brilhantes e d’essas são as primeiras letras que elle gravou com letras de ouro.

Os seus estudos acerca do assuntos económicos, que elle tantas vezes expoz no seio da sociedade, foram lição proveitosa e exemplo digno de imitar-se, se não vivêssemos n'um meio em que a maior parte das vezes verdadeiras futilidades preocupem o nosso espírito, de preferência ás cousas úteis e verdadeiramente importantes….”




OCCIDENTE
.



quarta-feira, 3 de maio de 2006

AJP Serzedello Júnior - Actividade Bancária/Bancos e Casas Bancárias

(1864)
Criação de Bancos e Casas Bancárias - Parecer solic. pela ACL
relator: AJP Serzedello Júnior
Nota: cerca de 3 anos depois publicaria o livro sobre Actividade Bancária e emissão de papel moeda [1]













AJP Serzedello Júnior - A Banca Comercial Portuguesa na Crise de 1876

(1866)
"A Banca Comercial Portuguesa na Crise de 1876"
Ministro Andrade Corvo nomeia uma primeira comissão em 1866
(António José Pereira Serzedello Júnior e outros):



AJP Serzedello Júnior - Dir. Banco de Portugal

(1873) 

António José Pereira Serzedello Júnior

Direcção do Banco de Portugal - 1873 a 1878

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Assinou notas de 10 000 Réis - ch 2; 20 000 Réis - Ch 3 e 5 
(monografia "Assinaturas das Notas do Banco de Portugal")

(ch. c/assinatura dos directores Barros Gomes e Serzedello Júnior)
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Biografia - extracto da publicação
O Banco de Portugal - Das Origens a 1914 - I Vol - Antecedentes, Fundação e Consolidação - 1821-1857
Jaime Reis
"Dando continuidade ao projecto iniciado pelo prof. Damião Peres - com a publicação, em 1971, do volume relativo ao Banco de Lisboa - e ao comemorar 150 anos de existência, esta nova edição corresponde a uma aspiração antiga do Banco de Portugal: divulgar a sua História.
Resultado de vários anos de investigação, este 1.º volume traça-nos um relato vivo da época em que o Banco surgiu e do seu percurso.
Estuda a evolução económica e política do País, durante a primeira metade do séc. XIX: o estado das finanças públicas e o Banco de Lisboa, as companhias financeiras, as revoltas sociais, a crise financeira, o nascimento do Banco de Portugal e seus primeiros anos.
De grande rigor iconográfico, este volume apresenta-se ilustrado com reproduções de gravuras da época, quadros explicativos e um anexo com as companhias financeiras de meados do séc. XIX e seus maiores accionistas."





segunda-feira, 1 de maio de 2006

JAP Serzedello Júnior (primo) - Agências Marítimas 1851 (Brasil)

O Grito Nacional Nº 248, Sábado 22 de Março de 1851, pag.

José António Pereira Serzedello Júnior (primo) / Serzedello Junior e Cª

AJP Serzedello e Serzedello Jr. - Direcção do Banco de Portugal

(1851 - 1873)

Direcção / Administração do Banco de Portugal

António José Pereira Serzedello (pai), de 1851 a 1872
assinou notas de 10 000 Réis - ch1; 18 000 Réis - ch 1; 20 000 Réis - ch 1, 2 e 3
(monografia "Assinaturas das Notas do Banco de Portugal")

António José Pereira Serzedello Júnior, de 1873 a 1878
Assinou notas de 10 000 Réis - ch 2; 20 000 Réis - Ch 3 e 5 
(monografia "Assinaturas das Notas do Banco de Portugal")




sexta-feira, 3 de março de 2006

quinta-feira, 2 de março de 2006

Serzedello Correa / TCU 1893

(1893)

Inocêncio Serzedello Corrêa


Enquanto Ministro da Fazenda da Republica do Brasil fundou o Tribunal de Contas (TCU)

"Felicito o país e a República pelo estabelecimento de uma instituição que será a garantia de boa administração e o maior embaraço que poderão encontrar os governos para a prática de abusos no que diz respeito a dinheiros públicos."
INOCÊNCIO SERZEDELLO CORRÊA
(Ministro da Fazenda, ao instalar o primeiro Tribunal de Contas, em 17
de janeiro de 1893)


O "episódio" e a sua demissão:

"Como Ministro da Fazenda uma das minhas maiores realizações foi a instalação do Tribunal de Contas, pois, ao regulamentar-lhe as atribuições, estabeleci o veto absoluto a certas despesas. Por isto, começaram a aparecer atritos entre o Tribunal e os meus colegas de Ministério. Um dia, o marechal Floriano Peixoto (Presidente da República) pediu a Limpo de Abreu um lugar para Pedro Paulino, irmão de Deodoro e sogro do Marechal Hermes. Limpo de Abreu, prontamente, mandou adi-lo ao seu Ministério com um conto de réis por mês. Mas o Tribunal recusou registro da despesa, por ser ilegal o pagamento. Limpo de Abreu queixou-se ao Marechal, ouvindo esta resposta: <<São coisas do seu Ministro da Fazenda, que criou um Tribunal superior a mim. Precisamos reformá-lo>>".

 A Minha réplica: <<Superior a V. Exa. não! Quando V. Exa. está dentro da lei e da Constituição, o Tribunal cumpre as suas ordens. Quando V. Exa. se põe acima da Constituição e das leis, o Tribunal lhe é superior>>. Demiti-me com uma carta em que disse a Floriano: <<Os governos nobilitam-se obedecendo à soberania suprema da lei e só dentro dela se mantêm independentes>>”
Do livro "Páginas do Passado" do próprio SERZEDELLO CORRÊA

outras ligações:
http://www.fazenda.gov.br/portugues/institucional/ministros/rep006.asp

http://www.tce.pa.gov.br/centrodememoria/index.php/Traslado-dos-Restos-Mortais

http://www.tce.pa.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=134&Itemid=199

http://www.itamaraty.gov.br/o-ministerio/galeria-de-autoridades/ministros/inocencio-serzedello-correa/view

http://www.tce.pa.gov.br/centrodememoria/index.php/memorial-innocencio-serzedello-correa

http://www.tce.pa.gov.br/centrodememoria/index.php/sesquicentenario-de-innocencio-serzedello-correa

http://www.casacivil.pr.gov.br/casacivil/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=24

http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2056848.PDF

http://www.cciex.eb.mil.br/index.php/institucional/denominacao-historica